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sábado, outubro 01, 2005

Sinto a angústia enorme de homem aflito à beira do abismo.
Uma espécie de sede que não se pode saciar.
Um embrulhar das entranhas revolvendo tudo que se sente, se espera e busca.
Vulnerável como uma criança indefesa, rodeada de feras.
Um guerreiro cansado das batalhas, lutando com suas últimas forças,
Só para manter-se em pé frente ao seu mais mortal oponente.
Fatigado, perdido, sozinho a enfrentar seus fantasmas internos.

Sinto uma angústia enorme como se estivesse contando as horas no corredor da morte.
Sedento de luz a iluminar os passos e clarear meu mundo.
Necessitando um remédio forte para amortecer as dores internas.
Sem forças nem mesmo para vestir a máscara que afugenta as bestas.
Desprotegido de sua armadura por estar debilitado para suportar seu peso.
De pé escorado pelas paredes a olhar o horizonte dentro de um olhar sem vida.
Cansado sem ter se exercitado.

Sinto tremenda angústia de uma alma aflita com a perda da própria origem.
Vivo a aflição de uma alma angustiada com a ausência da própria essência.
Perdido na escuridão dum mausoléu a respirar o ar denso das grandes perdas.
Só, triste, vulnerável, perdido, sofrendo, aflito, angustiado.
Vivendo por teimosia, respirando por aparelhos.
Assistindo perplexo ao funeral da esperança.
Walter Steiniger 14 de agosto de 2005

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Me pareceu meio pesadinho... no total, mas ao mesmo tempo e talvez por isso mesmo... bom. Parabéns. Mauricio

5:36 PM  

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